BNDES divulga mudanças no Finame

O programa Finame teve mudanças realizadas pelo Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para empresas de todos os tamanhos. As novas condições de financiamento começarão a ser praticadas já neste mês. As alterações valerão também para o Finame Agrícola.

Com as mudanças, as empresas dos portes micro, pequeno e médio obterão o financiamento de bens de capital de energia eficiente com participação de 80% por parte do BNDES, 10% a mais que anteriormente. E as taxas de juros aplicadas serão as de longo prazo – mais baixas – para toda a cobertura do financiamento. Nos primeiros três meses de 2016, a alíquota será de 7,5%. A taxa de intermediação financeira cobrada pelo banco será de 0,1% ao ano. A medida foi tomada pelo BNDES para aumentar o uso desse tipo de bem, uma das prioridades da instituição financeira.

Para grandes empresas, a mesma operação e o mesmo tipo de aquisição terá aumento de 20% – de 50% para 70% – na participação do banco em financiamento. Os juros aplicados também serão os de longo prazo.

A porcentagem de valor financiado com taxas menores pelo BNDES para grandes empresas adquirirem ônibus e caminhões não subiu – seguiu em 70% do valor do veículo. Porém, a aplicação de juros menores abrangerá toda a participação. Antes, apenas 50% do valor do bem financiado era coberto com alíquotas de taxas de longo prazo. Os 30% restantes do financiamento terão cobrança de juros com porcentagem de curto prazo, como em bancos privados. A cobrança bancária por intermediação e responsabilidade de risco de crédito será de 0,5% ao ano.

As novas condições foram decididas e aprovadas pela diretoria da instituição para beneficiar possíveis empresas usuárias do Programa de Sustentação do Desenvolvimento. O PSI, também criado BNDES, de forma temporária, foi encerrado no último dia de 2015.